Neste momento que escrevo acabo de retornar do Portal da Universidade
Estadual de Feira de Santana novamente impedido para manifestações. Considero
este costume pernicioso e contrário à democracia, que exige igualdade de
direitos para todos. Hoje fomos impedidos inclusive de acessar a pé o Campus da
Universidade, nos outros movimentos semelhantes impediam apenas o carro de entrar. Fomos impedidos por arruaceiros mascarados exigindo direitos legítimos
maculados por atos de violência.
Ao impedir o acesso ao Campus os estudantes agridem um dos
direitos mais básicos do cidadão num estado democrático que o de ir–e-vir. Mas
esta geração de estudantes já tem um histórico de truculências que apenas
denigrem o movimento estudantil. Foi truculência o impedimento das eleições
legítimas do Departamento de Ciências Biológicas, ato que contou com a
conivência das autoridades constituídas da Universidade. Foram truculências
criminosas os incêndios de ônibus, seja no Campus ou em qualquer outro lugar do
país, ato digno de traficantes e terroristas.
Vivemos num estado direito regido por Constituição
promulgada, com governos executivos eleitos de forma livre e amplamente
legitimados. A reitoria da Universidade não só é legítima como foi eleita com
amplo apoio da categoria estudantil. Neste ambiente, não cabe os atos de
violência perpetrados por mascarados covardes.
Vivi o movimento estudantil no crepúsculo dos anos da
ditadura e tenho uma simpatia natural às atividades políticas dos estudantes
universitários, que devem lutar pelos seus direitos, mas o que estamos
assistindo não é movimento político
legítimo, não é defesa de ideais. Essas coisas não são defendidas com máscaras.
Diante destes fatos, considero difícil defender o voto
universal em todos os níveis da Universidade. Não acredito mais na maturidade
do movimento estudantil desta geração para interferir de forma positiva e significativa
nos destinos da Universidade.
Feira de Santana, 16 Abril 2012, 8:40hs.
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