segunda-feira, 16 de abril de 2012

Truculência estudantil


Neste momento que escrevo acabo de retornar do Portal da Universidade Estadual de Feira de Santana novamente impedido para manifestações. Considero este costume pernicioso e contrário à democracia, que exige igualdade de direitos para todos. Hoje fomos impedidos inclusive de acessar a pé o Campus da Universidade, nos outros movimentos semelhantes impediam apenas o carro de entrar. Fomos impedidos por arruaceiros mascarados exigindo direitos legítimos maculados por atos de violência.
Ao impedir o acesso ao Campus os estudantes agridem um dos direitos mais básicos do cidadão num estado democrático que o de ir–e-vir. Mas esta geração de estudantes já tem um histórico de truculências que apenas denigrem o movimento estudantil. Foi truculência o impedimento das eleições legítimas do Departamento de Ciências Biológicas, ato que contou com a conivência das autoridades constituídas da Universidade. Foram truculências criminosas os incêndios de ônibus, seja no Campus ou em qualquer outro lugar do país, ato digno de traficantes e terroristas.
Vivemos num estado direito regido por Constituição promulgada, com governos executivos eleitos de forma livre e amplamente legitimados. A reitoria da Universidade não só é legítima como foi eleita com amplo apoio da categoria estudantil. Neste ambiente, não cabe os atos de violência perpetrados por mascarados covardes.
Vivi o movimento estudantil no crepúsculo dos anos da ditadura e tenho uma simpatia natural às atividades políticas dos estudantes universitários, que devem lutar pelos seus direitos, mas o que estamos assistindo  não é movimento político legítimo, não é defesa de ideais. Essas coisas não são defendidas com máscaras.
Diante destes fatos, considero difícil defender o voto universal em todos os níveis da Universidade. Não acredito mais na maturidade do movimento estudantil desta geração para interferir de forma positiva e significativa nos destinos da Universidade.

Feira de Santana, 16 Abril 2012, 8:40hs.

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