"Dia 18/04/2012, alunos de pós-graduação pulam o muro da UEFS e correm para o LABIO para acudirem os equipamentos que não podem ficar sem manutenção por mais de 72h, e evitar que seus experimentos sejam perdidos, o que acarretaria grande perda de recursos alocados pela própria universidade, pelo CNPq, CAPES, FAPESB e outras agências de pesquisa.
No momento de sair são agredidos verbalmente e sofrem coação por parte dos outros estudantes.
Toda escolha que é tomada tem dois lados: Se por um lado a administração ESCOLHE ficar inoperante por medo das consequências de tomar alguma ação, ela também ESCOLHE expor toda a comunidade científica à falta de segurança e condições de trabalho, ESCOLHE não zelar pelo patrimônio público que lhe foi confiado como gestor, e ESCOLHE deixar a universidade à merce de infrigir leis básicas de biossegurança e bioética. Tudo isso são escolhas tomadas por nossos gestores.
De fato cada vez que são cometidos atos que claramente são caso de polícia (como por exemplo o que aconteceu com o ônibus que foi queimado dentro da universidade, e como o que aconteceu dentro do nosso conselho departamental), e nenhuma medida é tomada pela ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR, verificamos que a ACAO SEGUINTE é um pouco mais intensa, como a que observamos agora.
Em um futuro próximo, podemos antecipar invasões de laboratórios, queima de prédios e ações similares, se o padrão de escalada da violência por parte deste tipo de pequeno grupo de alunos for mantido.
Diante do que está ocorrendo, me preocupa seriamente a DETERIORAÇÃO das condições de trabalho para docência, pesquisa e pós-graduação dentro da UEFS, que vem claramente ocorrendo nos últimos três anos.
No momento temos uma situação que se configura como GRAVE, em que os equipamentos pertencentes ao CNPq, FAPESB e à própria universidade, todos patrimônio público, estão ameaçados pela falta de manutenção. Ou seja, a nossa instituição NAO TEM CONDIÇÕES de manter este tipo de equipamentos e realizar pesquisa científica que dependa de um mínimo de garantias para gerir equipamentos sofisticados para pesquisa, adquiridos nos projetos de pesquisa.
Em que ponto chegamos quando vejo meus alunos de pós-graduação pulando o muro da UEFS e se arriscando a agressão física por outros alunos para entrar no Campus no intuito de salvar a integridade de equipamentos que foram adquiridos em projeto de pesquisa, o quais a ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR se comprometeu a zelar e manter dentro dos compromissos formalmente assinados e contrapartidas garantidas nos projetos de pesquisa? Será que algum membro da ADMINISTRAÇÃO SUPERIOR pularia o muro da universidade para garantir os compromissos por eles assumidos (nesta ou em gestões anteriores?)
Ao mesmo tempo, a universidade comete crime ambiental de maus tratos aos animais do biotério, por não garantir o acesso das pessoas responsáveis por tratar dos animais, e os animais ficam já por 4 dias sem alimento?
Detecto claramente as seguintes características na administração atual:
a) INABILIDADE DE RESPONDER ÀS DEMANDAS E DESAFIOS POLÍTICOS A QUE TEM SIDO SUBMETIDA.
b) Incapacidade de garantir um ambiente seguro para os docentes, funcionários e servidores, no seu local de trabalho.
c) Incapacidade de zelar pelo patrimônio público e pelo patrimônio alocado por agências de fomento nas dependências da universidade.
d) Incapacidade de garantir o cumprimento das questões básicas para a pesquisa com animais (e violação dos compromissos de ética em pesquisa animal).
Até quando veremos tanta inoperância? Até entendo que muito cuidado e atenção deve ser tomado em lidar com a situação. Ao mesmo tempo há uma cultura de não tomar nenhum tipo de providência toda vez que observamos atitudes radicais pelos alunos.
Será que isso não é medo da repercussão, para garantir votos dos alunos em eleições para reitor. Isso tem nome, POPULISMO, e os políticos do nosso país sempre foram especialistas nisso. Até onde prosseguiremos com tanta omissão e negligência?
Cassio van den Berg
Eleitor da atual administração e grandemente decepcionado por sua atuação medíocre neste caso e em outros anteriores."
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